
Na última aula da pós, tive a oportunidade de assistir o filme de Michael Moore, que relata os bastidores pré, durante e depois do atentado de 11 de setembro em 2001. Quem já assistiu teve a oportunidade de ver de forma detalhada a relação do presidente Bush com a família Bin Laden, a sua chegada à Casa Branca após uma eleição fraudulenta e longe da democracia em 2000, a mentira das armas de destruição em massa no Iraque, a facilidade de fuga dos Bin Laden, o medo da população frente ao terrorismo, o estigma causado pelo discurso dominante em seu “Ato Patriótico” onde qualquer forma de reunião ou discussões com o nome terrorista era motivo de uma investigação do FBI, além do sofrimento de famílias que perderam seus entes queridos.
Esse acontecimento histórico de 11 de setembro, que com certeza ficará registrado nos didáticos dos meus filhos, netos e bisnetos, também estará gravado na memória de todos nós que presenciamos; outros muito mais de perto e com muito sofrimento.
Diante disso, não podemos esquecer de como é importante acompanharmos e participarmos na política de nosso país, para não sermos enganados como Bush fez com os EUA, contudo, tempo depois foi desmascarado pela investigação, fiscalização, ousadia e determinação do cidadão Moore.
Devemos evitar nos basear apenas em propagandas políticas, musiquinhas entediantes, slogan, etc. É preciso sair do analfabetismo político, conforme Bertolt Brecht explicita: O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.
