Programa BPC na escola
19 de junho de 2009
Promover a dignidade e emancipação das pessoas com deficiência não é tarefa fácil, todavia não é impossível quando praticando e exercendo a cidadania por meio de ações intersetoriais na área da saúde, educação, assistência e direitos humanos.
O Programa Federal BPC na Escola visa construir um mundo mais inclusivo para nossas crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade beneficiárias do BPC. Pois segundo últimos batimentos de dados do BPC x MEC, 70,47% das pessoas com deficiência de 0 a 18 anos estão fora da escola. No caso específico do estado da Bahia 77,49% estão distantes das salas de aula.
Diante destes dados, me pergunto: Onde estão esses beneficiários? Por que estão fora das escolas? É em busca destas respostas que o Programa foi criado (Portaria Interministerial nº 18, de 24 de abril de 2007) e pretende acompanhar e monitorar o acesso e permanência na escola das pessoas com deficiência de 0 a 18 anos beneficiárias do BPC, além de identificar as principais barreiras que impossibilita esses usuários de ter o seu direito a educação, para posteriormente desenvolver estratégias e políticas públicas para superação das mesmas.
Estou muito confiante neste Programa e acredito que esse público merece ter o resgate de sua dignidade e políticas públicas efetivas. Cidadãos procurem saber se seu município aderiu ao Programa e não hesite em cobrar do político que você colocou no poder a implementação do mesmo em seus municípios, pois não podemos ficar de mãos atadas e ver as pessoas com deficiência excluídas das escolas.
O Serviço Social na Educação
06 de maio de 2009
O profissional de Serviço Social por possuir preparação técnica-metodológica diante das situações da questão social, reforça a importância deste serviço dentro das escolas atuando em uma equipe interdisciplinar, trabalhará não somente com base na política educacional do binômio educando e família. Como também no ramo dos direitos sociais, construção de um projeto político-pedagógico voltado para a ampliação e garantia de direitos. Além de ser um elo na mediação entre os programas de transferência de renda e complementares.
Dentro desta realidade a necessidade de implementar o Serviço Social dentro das instituições de ensino público é tida como uma resposta para minimizar as tensões sociais, como uma importante intervenção junto aos alunos com ações sócio-educativas, palestras quanto aos seus direitos sociais, alternativas de êxito frente aos programas e projetos sociais oferecidos a crianças e adolescentes com perfil para tal. Além da decodificação e encaminhamentos a rede social das diversas demandas sociais, que atualmente é desconhecida da equipe escolar.
A escola hoje, principalmente as públicas, contam com um público fragilizado, vivendo em péssimas condições de vida, sendo fruto da estrutura social vigente, dentro de um mundo globalizado e desigual refletido nas escolas públicas. Diante disso, é preciso estruturar a política educacional de forma ampla e holística frente às transformações sociais desafiadoras. Dentre essas necessidades de trabalho profissional, encontra-se a luta pela inserção do assistente social na esfera educacional de acordo com os Projetos de Lei (PL) nº 3.688 e nº 837 de 05 de julho de 2005.
A presença dos assistentes sociais nas escolas expressa uma tendência de compreensão da própria educação em uma dimensão mais integral, envolvendo os processos sócio-institucionais e as relações sociais, familiares e comunitárias que fundam uma educação cidadã, articuladora de diferentes dimensões da vida social como constitutivas de novas formas de sociabilidade humana, nas quais o acesso aos direitos sociais é crucial.
Os problemas sociais não podem ser enfrentados como situações autônomas, sem relação com as causas estruturais que os produzem. Assegurar o direito à educação significa garantir o acesso e a permanência das crianças e adolescentes na escola, discussão que obrigatoriamente, atravessa temas da realidade social, política, econômica e cultural brasileira. É dentro dessa complexidade que devemos buscar cada vez mais a integração das políticas setoriais, o entrelaçamento de respostas ainda hoje muito segmentadas às necessidades sociais, para potencializar os resultados.
Cabe salientar que a inserção do Serviço Social na educação contribuirá na garantia da democratização, do acesso do cidadão à educação, na qualidade do ensino e no desenvolvimento cultural do indivíduo. Instalando na escola sua função social na proteção de direitos a crianças e adolescentes conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente e trabalhando com as facetas da questão social dentro das escolas públicas.
Compreende-se que a prática profissional do Assistente Social não está firmada sobre uma única necessidade, sua especificidade está no fato de atuar sobre várias necessidades. Assim, para que esta prática contribua no processo educacional, é preciso que seja crítica e participativa e esteja relacionada com as dimensões estruturais e conjunturais da realidade, ou seja, baseada no conhecimento da realidade em sua totalidade.
SOCIEDADE CAPITALISTA, QUESTÃO AMBIENTAL E O PAPEL DO GESTOR PÚBLICO.
04 de maio de 2009
Santiane Araújo Godinho[1]
RESUMO:
O presente trabalho tem como objetivo analisar de forma história e reflexiva as transformações ocorridas após a ascensão capitalista e os impactos ambientais ocorridos das relações de produção e como intervir em busca de uma consciência crítica da sociedade e o papel do Gestor Público neste processo.
PALAVRAS-CRAVES: Capitalismo, Meio ambiente, Sociedade, Gestão Pública.
Com o fim do feudalismo um novo modo de produção se instaura, o capitalismo. O crescimento do capital comercial estabeleceu novas relações na sociedade, financiou as cruzadas que deu início a uma nova fase do capital, o capital mercantil, onde as relações de trabalho capitalista tomaram contornos mais definidos.
O capital industrial veio consolidar alguns aspectos com o trabalho assalariado, a divisão social do trabalho, a busca incessante pela produtividade e consequentemente pelo lucro e as inovações tecnológicas; deixando rastros de desigualdade social, conflitos, greves e desemprego, em função do crescimento desordenado das cidades e degradação dos recursos naturais, utilização de matérias-primas cada vez maiores não pensando no futuro da humanidade e mantendo ideologicamente um padrão consumista, individualista e degradante.
Na era capitalismo financeiro incorporado a globalização e tecnologia da informação acelerou o processo de socialização entre as nações e de acordo com Castells (2000) com o surgimento de um novo paradigma tecnológico na década de 70 embasado na tecnologia da informação, em um segmento específico da sociedade americana em interatividade com a economia global e a geopolítica mundial, que concretizou um novo estilo de produção, comunicação, gerenciamento e vida.
Diante do desenfreado estilo de produção gerado pelo modelo capitalista de mais-valia, a questão ambiental vem sido tratada pelas nações mundialmente relacionadas pelo processo de globalização como um fator crucial para a continuidade da vida no planeta, todavia nem sempre acordos relativos a preservação ambiental são respeitados e colocados em prática, como o Protocolo de Kyoto que tem buscado a redução dos gases e que provocam o efeito estufa decorrentes das fábricas dos países mais poluidores, como é o exemplo dos EUA, este país por sua vês na figura de seu representante Bush não assinou o referente protocolo.
Isso remete para uma análise mais profunda quanto a percepção ecológica que os indivíduos precisam tomar em busca de uma nova forma de se viver, abandonado padrões e comportamentos meramente fúteis de consumo e produção e pensar mais quanto as conseqüências que este padrão tem trazido e questionar a ideologia materialista.
O fator ecológico é um indicador social que se enquadra no aspecto vital que de acordo com Lago (2002) é expresso pela degradação ambiental, e segundo este autor o grau de degradação após esta era modernizante está se tornando iguais tanto nos países desenvolvidos e quanto nos subdesenvolvidos, todavia em sua idealizadora sociedade “socialmente desenvolvida” esta degradação ambiental terá de ser baixa. Que na verdade não deixa de ser um anseio de quem realmente busca uma nova visão de mundo, onde a natureza e os impactos ambientais tão vastamente latentes na sociedade de hoje possam ser minorados, em prol da própria existência humana.
Segundo a concepção de Serpa (1993) “é uma necessidade histórica a ruptura da modernidade e o surgimento de um novo homem, vivendo em uma nova sociedade, com um novo modo de produção da ciência e de bens materiais e uma nova ordem política e econômica internacional, justa e distributiva.”
De acordo com Al Gore (2006) se a humanidade continuar a não pensar de forma coerente entre o que produz e o que se realiza a favor da preservação ambiental, quanto o efeito estufa, por exemplo, milhões de vidas estarão condenadas pelas alterações climáticas. Este aspecto é nitidamente a resposta da própria natureza ao modo de vida que está se vivendo e poderá piorar caso não haja uma intervenção que não coloque em risco a capacidade de sustentabilidade do planeta, pois tanto ricos quanto pobres serão afetados, neste campo o poder aquisitivo da classe dominante não comprará a sua sobrevivência.
Cabe Gestor Público discutir alternativas da relação do homem e o seu meio, num trabalho interdisciplinar de conscientização, responsabilidade, na preservação como também na conservação deste, além de medidas sócio-educativas na busca de novas fontes de energia e punições severas quanto a violação deste direito ecológico.
É preciso olhar de forma holística em rumo à uma transformação cultural, rompendo com padrões que atrasam e desqualificam a toda estrutura social, acompanhando as mudanças e evoluções tecnológicas a favor da natureza, aprimorando os instrumentos necessários a qualidade de vida e dando respostas positivas às necessidades demandadas.
O Gestor deve ter em mente que não trabalhará sozinho, é necessário ter a capacidade de interagir de forma clara, objetiva, sujeito às críticas, aprimoramento e capaz de liderar com competência, responsabilidade, dinamismo, flexibilização e técnica, qualificando-se sempre que necessário e constantemente em conjunto com a sociedade civil organizada, instituições privadas, na busca de resolução dos problemas ambientais, como declara Castells(2000) quando aponta a necessidade de um “Estado-rede”.
REFERÊNCIAS
CASTELLS, Manuel. Prólogo: a Rede e o Ser. In: A sociedade em Rede: A era da informação, sociedade e cultura.4ª ed. Trad. Klauss B. Gerhardt e Roneide V. Majer. São Paulo: Paz e Terra, 2000. (V.01) (pp.21-47)
GORE, AL. Uma Verdade inconveniente: um aviso global. EUA,2006.
LAGO, B. Marcos. Curso de sociologia política. 4ªed. Petrópolis: Vozes, 2002. (pp.190-222).
SEPRA, Luiz Felipe Perret. A crise da modernidade: Para onde vamos? In:BAHIA Na. &dados, Salvador. CEI, v.3 nº.01, p.5-11, jun. 1993.
[1] Bacharel em Serviço Social e aluna do curso de pós-graduação em Gestão Pública da Argumento Pós-Graduação.
Gestão por competências: métodos e técnicas para mapeamento de competências.
16 de abril de 2009
Resenha. BRANDÃO, Hugo Pena e BABRY, Carla Patrícia. Gestão por competências: métodos e técnicas para mapeamento de competências. Revista do Serviço Público, Brasília 56(2):179-194 Abr/Jun 2005.
O presente texto apresenta conceitos quanto à gestão por competência, o próprio conceito de competência, os métodos e técnicas utilizadas para a realização do mapeamento de competência, além de reflexões deste modelo no setor público. A obra mostra a importância da gestão por competência como um instrumento alternativo dentro das organizações privadas e públicas na busca de diminuir ou eximir o gap ou a lacuna que encontra-se na mediação das competências necessárias na efetivação do objetivos e as disponíveis na organização, esta por sua vez, possibilita a implementação do mapeamento de competências.
Antes de se apoderar da gestão por competência e do mapeamento foi abordado que competência pode ser tanto humanas ou profissionais – tidas como uma interação de conhecimentos, habilidades e atitudes que são refletidas no espaço laborativo como forma observável de desempenho profissional e que produz um resultado – ou competência referente a equipes de trabalho ou organizacional – revelando que para cada tipo de equipe no trabalho é apresentada uma competência coletiva que nada mais é, do que as relações sociais dos indivíduos vivendo no grupo e de seus sinérgicos relacionamentos de competência.
A gestão por competência evidencia a possibilidade de planejamento, captação, desenvolvimento e avaliação do ambiente organizacional com foco nos seus objetivos. Com base nesta gestão existe um processo que se inicia na formulação da estratégia institucional que inclui definição da missão, visão de futuridade, os objetivos estratégicos para posteriormente serem pontuados os indicadores de desempenho e as sua metas.
A partir dessa primeira fase estabelecida abre a possibilidade concreta de se processar o mapeamento de competências e só através desta etapa tecnicamente elaborada que as outras fases se realizarão que são: a captação (seleciona as competências externas na integração organizacional, que pode ser tanto a nível individual no recrutamento e seleção de pessoal quanto a nível organizacional nas referidas alianças ou parcerias), o desenvolvimento ( destina-se ao aprimoramento das competências internas, também nos dois níveis, o individual que se pauta na aprendizagem que possibilita o desenvolvimento das competências e no organizacional centrado nos investimentos na pesquisa), o acompanhamento e avaliação (pauta-se no monitoramento dos planos, gestão, indicadores de desempenho na alteração de qualquer desvio, apurando os resultados alcançados versus esperados) e por fim a retribuição (possibilitaria o reconhecimento e até mesmo premiar ou remunerar o profissional ou equipe que contribuíram na alcance dos resultados almejados pela organização, servindo de espelho para outros e nas reparações desviantes).
Diante disso, no mapeamento de competência são utilizados os métodos e técnicas que possibilitem identificar as competências necessárias para atendimento dos objetivos organizacional, na identificação primordial das possíveis lacunas. No primeiro momento é feito uma pesquisa análise documentária da missão, visão de futuridade, objetivos e estratégias na organização e em seguida é estabelecida a coleta de dados, devem ser levadas em consideração uma metodologia clara e de fácil entendimento na descrição de competências, longe de ambigüidades, obviedades, etc.
Os autores apresentam as seguintes técnicas de pesquisas: entrevista (é realizado um roteiro de perguntas aos indivíduos selecionados de maior conhecimento da organização e sua percepção na busca de respostas quanto as competências de relevância para a organização), entrevista coletiva ou grupo focal (o entrevistado é o moderador do grupo de 6 a 12 pessoas e atua na coordenação das discussões de temas direcionados na obtenção de seus anseios na tentativa de identificar as competências relevantes, neste caso o entrevistador deverá montar seu roteiro de questões e registro de dados), observação (pode ser participante – o entrevistador faz parte da equipe, ou não participante – este por sua vez é um mero espectador, todavia não se dispensa a confiança e o aspecto amistoso nesta relação, na análise de comportamentos peculiares dos envolvidos) e o questionário ( é o mais utilizado no mapeamento de competências nas organizações, requerendo a análise documental, observação e entrevista na procura de aspectos para sua composição, podendo ser elaborados sob as escalas de Osgood, likert ou comparativa, nesta técnica deve-se incluir dados pessoais para análises quantitativas).
Para os autores a incorporação de toda esta rede de mapeamento e competência já é de propriedade do setor privado e isso com certeza é de se esperar, já que, proporciona a melhoria da qualidade organizacional através do alcance dos resultados almejados. Bem como, os questionamentos manifestados frente ao setor público são relevantes, apesar de já existirem aproximações de algumas empresas públicas e agências reguladoras neste modelo de gestão, realmente é necessária uma ampla discussão e investigação quanto a aplicabilidade da gestão de competência nesta esfera. Todavia é possível agregar alguns aspectos desta gestão, pois a qualidade dos serviços é o reflexo das competências individuais ou organizacionais.
As respostas aos questionamentos referidos pelos autores apesar de para os mesmos parecerem sem respostas agora, acredito que poderão ser respondidas à medida que se colocar em prática a iniciativa do gestor e da sociedade socialmente organizada em buscá-las, caso estejam relacionada às suas peculiaridades, na investida nas pesquisas, na qualificação de seus servidores, no monitoramento e punições de aspectos desviantes de competência dentro do setor público, dentre outros, pois a prestação dos serviços oferecidos deve ser digna e de qualidade a todos os cidadãos e principalmente os mais carentes.
Chega de enganação!
11 de fevereiro de 2009

Na última aula da pós, tive a oportunidade de assistir o filme de Michael Moore, que relata os bastidores pré, durante e depois do atentado de 11 de setembro em 2001. Quem já assistiu teve a oportunidade de ver de forma detalhada a relação do presidente Bush com a família Bin Laden, a sua chegada à Casa Branca após uma eleição fraudulenta e longe da democracia em 2000, a mentira das armas de destruição em massa no Iraque, a facilidade de fuga dos Bin Laden, o medo da população frente ao terrorismo, o estigma causado pelo discurso dominante em seu “Ato Patriótico” onde qualquer forma de reunião ou discussões com o nome terrorista era motivo de uma investigação do FBI, além do sofrimento de famílias que perderam seus entes queridos.
Esse acontecimento histórico de 11 de setembro, que com certeza ficará registrado nos didáticos dos meus filhos, netos e bisnetos, também estará gravado na memória de todos nós que presenciamos; outros muito mais de perto e com muito sofrimento.
Diante disso, não podemos esquecer de como é importante acompanharmos e participarmos na política de nosso país, para não sermos enganados como Bush fez com os EUA, contudo, tempo depois foi desmascarado pela investigação, fiscalização, ousadia e determinação do cidadão Moore.
Devemos evitar nos basear apenas em propagandas políticas, musiquinhas entediantes, slogan, etc. É preciso sair do analfabetismo político, conforme Bertolt Brecht explicita: O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.
Nós o povo!
10 de fevereiro de 2009
De acordo com Rubens Figueiredo, os pioneiros no desenvolvimento do marketing político foram os EUA, então não é de se assustar quando as campanhas eleitorais americanas invadem o mundo, pois possuem a capacidade de explorar os meios de comunicação em massa através da pesquisa de opinião, na tentativa de desvendar os interesses do eleitorado e uma forma de buscar estratégias para a campanha.
Vejamos o seguinte vídeo:
Um pouco mais dessa trajetória aqui.
Fórum social mundial 2009
29 de janeiro de 2009
Nesta terça-feira, 27 de janeiro, ocorreu a marcha de abertura do Fórum Social Mundial em Belém do Pará/Brasil, na defesa de que “um novo mundo é possível”.
Se você acredita que podemos ter um mundo melhor, não fique de fora desta luta.
Veja mais detalhes
Além do Marketing Político
28 de janeiro de 2009
Segundo Figueiredo (1994), o marketing político representa o conjunto de técnicas e procedimentos com objetivo de adequar um(a) candidato(a) em direção ao seu eleitorado potencial, fazendo com que este se torne conhecido de forma abrangente pelos eleitores e diferenciada de seus adversários.
Diante disso, seria possível ganhar uma eleição sem usar o marketing político? Na atualidade do mundo globalizado e na era da revolução tecnológica dos meios de comunicação, seria inviável concorrer sem o recurso desta valiosa ferramenta marketeira. Uma eleição sem marketing político é derrota na certa, sabendo que nem todo marketing político garantirá a vitória de um candidato.
Caros leitores, as eleições acabaram, mas a campanha da cidadania continua e vai além de qualquer marketing político de um candidato nas campanhas, pois representa a efetivação das políticas públicas, a garantia dos direitos sociais, a qualidade dos serviços prestados, a transparência do bem público, a fiscalização, enfim, o controle social.
- Não lute apenas por uma dentadura, mas por postos odontológicos funcionando para toda a comunidade;
- Não lute por apenas por uma vaga na escola, mas por uma política de educação digna;
- Não lute para ter a frente de sua casa melhorada, mas para que haja saneamento básico em toda rua;
- Não lute somente por uma consulta no SUS, mas por uma saúde pública de qualidade;
- Não lute por apenas uma cesta básica, mas por uma política de assistência social justa e oposta a qualquer forma de clientelismo ou assistencialismo;
- Não lute apenas por suas individualidades, mas pela garantia de direitos a todos.
Os políticos não trabalham sozinhos, eles precisam da sociedade, pois serão as nossas reais necessidades e lutas por melhores condições de vida que direcionará os próximos 4 anos.
O sábio
20 de janeiro de 2009
Em um pequeno vilarejo havia um grande sábio, nunca foi enganado por ninguém. Até que um dia um garoto chega no vilarejo e pensa: “Eu vou dar um jeito de enganar esse sábio, vou pegar um passarinho e colocar na minha mão e deixar ele preso mas não a ponto de matá-lo. Vou perguntar se este pássaro está morto ou não. Se o sábio responder que está vivo eu aperto o pássaro e ele morre, se o sábio responder que ele está morto eu apenas abro a minha mão e ele voa.” E então ele fez isso e foi ver o sábio, falou: “Este pássaro está morto ou vivo?” o sábio respondeu: “A resposta está nas suas mãos.”
Quando ouvi esta reflexão pela primeira vez tinha meus 17 anos e estava no auditório de um colégio público (Thales de Azevedo) em Salvador/Ba, depois de uma apresentação de final de ano sem saber qual curso optar no vestibular. Depois daquele dia até hoje me lembro desta quando preciso realizar algo, e já fiz muitas abordagens reflexivas com meus usuários citando a mesma.
Pois a resposta está nas suas mãos. A resposta de como será o mundo no futuro? Está nas nossas mãos hoje.

A criação de instâncias participativas junto as camadas populares é a evidência de uma ampliação de cidadania dentro do processo de construção, execução, avaliação e fiscalização de políticas públicas respaldadas nas reais necessidaddes dos usuários/cidadãos.




