Em setembro/2009 foi elaborada e aprovada no 38º Encontro Nacional em Campo Grande (MS), a
CARTA ABERTA AOS ESTUDANTES E TRABALHADORES DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA EM SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL.
Particularmente ao ler a Carta, concordo plenamente quanto a luta por um ensino superior de qualidade, gratuito, universal, laico e presencial. Não conheço a finco o ensino a distância, mas em contato e entrevista com alguns(mas) estudantes EAD, percebo seu empenho e dedicação apesar das fragmentações metodológicas. E o que mais me surpreendeu são os relatos por estes (as) mencionados, pois segundo os(as) mesmos (as) sofrem preconceito por parte de assistentes sociais por serem EAD, justamente por aqueles(as) que se dizem lutar contra estas práticas. Conforme um relato “quando digo ser estudante EAD nem me recebem”.
Apesar de lutarmos por um ensino superior melhor, não podemos fazer desta luta uma intolerância às pessoas, pois na Carta está bem claro que não se está impedindo “quem quer que seja de estudar” , infelizemnte vem ocorrendo uma transferência de repúdio, sei que não são todos os profissionais que agem desta maneira e acredito que devemos cobrar mesmo do Estado e do Ministério da Educação a igualdade de acesso e um ensino, não somente o superior, mas como também, o básico e o médio de QUALIDADE!!!
Quando recebo o convite para fazer uma entrevista com estudantes EAD os(as) recebo como qualquer outro(a) presencial e passo tudo que puder e planto sempre que possível uma sementinha quanto a importância de um ensino de qualidade e não os (as) repudio só porque são EAD.
TEMOS QUE REPUDIAR ESSA POLÍTICA EDUCACIONAL FRAGMENTADA E NÃO AS PESSOAS.
Tags: Educação, Serviço Social

Fazendo uma relação com aquele ponto marcante de nossa profissão o “conhecer para intervir” parece ser algo meio contraditório reproduzir comentários, posturas ideológicas complexas sem que se leve em conta às particularidades de cada caso… Parece que a “transferência de repúdio” esquece que apesar de toda uma influência mercantilista por traz da educação ead ainda existe o “ser humano”… Recordo uma passagem de um autor importante relacionado às TIC que falava que a tecnologia, em si não é intrinsecamente ideológica, mas sim o uso que fazemos dela (ROSA, 1995)…
Um ponto que deve ser refletido abraçosss!!!