Archive for the ‘Dia-a-dia’ Category

CRAS – Centro de Referência de Assistência Social


2009
10.26

“O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é uma unidade pública da política de assistência social, de base municipal, integrante do SUAS, localizado em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, destinado à prestação de serviços e programas socioassistenciais de proteção social básica às famílias e indivíduos, e à articulação destes serviços no seu território de abrangência, e uma atuação intersetorial na perspectiva de potencializar a proteção social.” (MDS, 2008). Para saber mais informações a respeito de orientações técnicas –CRAS,

Veja aqui mais detalhes

Faça você também parte desta Campanha: Lutar por Direitos, romper com a Desigualdade


2009
10.15

A Campanha promovida pelo CFESS-Conselho Federal de Serviço Social, que ao meu ver, merece toda contemplação, por se tratar de uma  grande reflexão a respeito desta temática. Não podemos nos acomodar e ver a injustiça social continuar, o fosso social aumentar, a disparidade de classe e alarmante diferença da distribuição da riqueza tomarem contar de nossa capacitade de lutar por um mundo mais digno. Mais informações sobre esta Campanha: Veja aqui mais detalhes

O Serviço Social e a sua relação ética


2009
09.29

Um certo dia, ouvi algo que me entristeceu, uma suposta colega desabafou e deu o seguinte “conselho”: “Estou trabalhando em um município X e se vocês recém-formadas quiserem se dar de bem, joguem seu código de ética no lixo”. Estremeci-me toda e pior de tudo é que outras balançavam a cabeça concordando. Parei e pensei, quer dizer que estudei 4 anos e toda aquela teoria de luta e conquistas estabelecida pela profissão e seu código de ética, são mera baboseiras?

Mas não se desesperem caros (as)  formandos(as) e colegas de luta, que acreditam na ética, pois agir profissionalmente de forma ética é uma postura a ser tomada incondicionalmente e o Know How do Serviço Social deve ser pautado nos princípios estabelecidos eticamente, que no trato das relações com os usuários dos serviços socioassistenciais deverá contribuir para a viabilização da participação efetiva da população nas decisões institucionais, garantindo a estes, a plena informação e discussões sobre as possibilidades e consequências das situações demandadas, no respeito democrático de suas decisões mesmo que estas possam ser contrárias aos valores e crenças do assistente social, além de contribuir para a criação de mecanismos que venham a permitir a desburocratização dos serviços garantindo este acesso de forma ágil concomitante a urgência da demanda e na melhora dos serviços prestados.

Para um atendimento acolhedor e ético, o assistente social nunca deverá exercer sua autoridade para limitar ou cercear o direito dos usuários de participarem e decidirem de forma livre no trato de seus interesses, não compete aproveitar-se da relação com os mesmos para buscarem vantagens pessoais ou para terceiros e jamais bloquear o acesso dos usuários aos serviços oferecidos pelas instituições, através de atitudes que venham coagir, constranger ou desrespeitar com aqueles que buscam seus direitos.

Meu maior prazer é ver um usuário sair do atendimento social mais esclarecido de seus direitos e tê-los garantido, bem como, satisfeito com o bom atendimento, se sentindo valorizado mesmo que o mundo os exclua.  As lutas são grandes, as dificuldades maiores aindas, todavia nada poderá comprar a sua sabedoria e satisfação de ver o Código de ética fora do lixo!

REFERÊNCIAS

CÓDIGO DE ÉTICA do assistente social. Lei 8662/93 de regulamentação da profissão. 3 ed. Brasília: Conselho Federal de Serviço Social, 1997.

Auto-reflexão sobre a ética


2009
09.24

Partindo na análise individual de uma conduta ética frente ao mundo, considero que ser ético no cotidiano das relações sócio – políticas dentro de uma sociedade capitalista, onde a ideologia do individualismo está impregnada inconscientemente  no agir dos indivíduos, não é tarefa fácil de lidar.

Como somos responsáveis pelas nossas ações, sejam éticas ou não, é importante entender que os conflitos vão existir, contudo como atores desse processo reflexivo quanto a ética, não podemos descartar o compromisso de uma postura profissional que conforme Sá, as virtude éticas de qualquer trabalho são visíveis, quando existir: o zelo em oposição a atitudes negligentes, a honestidade garantindo uma relação de confiança, o sigilo profissional- sem este não haverá a manutenção dos vínculos – e para completar de forma eficiente e eficaz uma atitude ética temos que ser competentes.

Reforçando as virtudes acima é preciso tomada de atitudes éticas, e concordo com Marcondes (2007) quando explica que uma atitude ética autêntica é a não admissão de dicotomia, pois “não faria sentido um comportamento ético restrito apenas a um plano interno e um comportamento oposto no plano externo”.

Outro aspecto importante a ser pontuado é a ética e o meio ambiente que após assistir “Uma Verdade Inconveniente” de Al Gore, descobri que apesar da teorização das questões ambientais que conheço, estas são muitas vezes violadas por mim quando reforço a destruição ambiental mesmo que de forma indireta, ou seja, ainda continuo a poluir o meio ambiente com a descarga do meu carro, a contribuir para o aumento do lixo devido ao consumo inconsciente de alimentos e compras de materiais, móveis e objetos por puro status e/ou movido pelo consumismo capitalista, a não reciclagem do lixo, ao consumo de água desnecessário e outros. E nestas questões me questionei: será que estou agindo eticamente com meu meio? Como será o futuro das próximas gerações se continuarmos a agir desta forma? Esses questionamentos ainda me incomodam e fico sem perspectivas se melhoraremos e tomaremos consciência de nossos atos.

De acordo com Pizzarro (2000), “Nossa vida é uma constante reavaliação de valores. A cada nova situação somos desafiados a reforçar ou a abandonar o que pensamos …”.

E o meu desafio hoje é refletir de forma mais profunda quanto a percepção ecológica que os indivíduos, a começar de mim, precisam tomar em busca de uma nova forma de se viver, abandonado padrões e comportamentos meramente fúteis de consumo e produção e pensar mais quanto as consequências que este padrão tem trazido e questionar a ideologia materialista, pois se continuarmos a não atentar para as questões ambientais muitas catástrofes virão acontecer e não terá dinheiro no mundo que poderá mudar isso.

REFERÊNCIAS

DE  LIBERAL, Márcia Mello Costa (Org.). Um olhar sobre a ética e cidadania. São Paulo:Ed Mackenzie, 2002.

GORE, AL. UMA Verdade inconveniente:um aviso global.

MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética: de Platão a Foucault. Rio de Janeiro: Zahar,2007.

PIZZARRO, Cíntia Marques. Ética e profissionalismo frente a novos paradigmas. Revista do professor, Porto Alegre, 16 (62), n50, abr/jun, 2000.

SÁ, A.L. Virtudes básicas profissionais. São Paulo: Atlas. {s.m.r}

O ato de estudar


2009
09.09

FREIRE, Paulo. Pausa para pensar: considerações em torno do ato de estudar. (Digitado). [s.m.r.].

 RESENHA

 

Por  Santiane Araújo Godinho[*]

 

Paulo Reglus Neves Freire, nasceu na cidade de Recife-PE no ano de 1921. Exerceu com maestria o seu papel de educador – de professor a criador de idéias e métodos. Expressou a sua filosofia em 1958 na sua tese de concurso para ingresso da Universidade Federal do Recife como professor das disciplinas de História e Filosofia da Educação. É dessa época as suas primeiras experiências de alfabetização.

 

É vasta sua produção literária. Do livro Ação cultural para a liberdade e outros escritos foi selecionado o texto Considerações do ato de estudar, onde afirma que toda aprendizagem passa obrigatoriamente pelo ato de estudar.

 

Considera que estudar é realmente um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura crítica e sistemática, além de disciplina intelectual que não se ganha a não ser praticando-a. Reforçando esta idéia, é que Holanda (1967) apud UNIFESP diz que estudar é basicamente aplicar a inteligência para aprender, ou seja, é preciso agir, é ação, é sair da inércia e construir conhecimento.

 

Aborda também a existência de uma “educação bancária” que visa tão somente a memorização. Quem estuda não pode e não deve ser um repositório de conhecimentos e teorias pré-estabelecidas pelo professor, sendo indispensável criticidade para a busca da compreensão.

 

Assim, esta postura crítica, para Freire torna-se instrumento fundamental e indispensável ao ato de estudar, pois segundo o mesmo é preciso que o estudante execute algumas atitudes, que serão nesta obra relacionadas com outros aspectos, já que, conforme UNIFESP, quando se exerce o ato de estudar a pessoa acaba desenvolvendo diferentes funções psicológicas[†] e operações mentais[‡] objetivando a desenvolver estruturas cognitivas mais flexíveis, amplas e integradas, desenvolvendo a capacidade de realizar novas relações e conceitos a fim de construir conhecimento, vejamos:

 

a) Para Freire o sujeito precisa assumir o papel de sujeito no ato de estudar, não esquecendo de detectar o condicionamento histórico-sociológico do conhecimento, tentando sempre manter as relações entre o conteúdo em estudo e outras dimensões afins do conhecimento, “pois estudar é uma forma de reinventar, de recriar, de escrever – tarefa de sujeito e não de objeto”. Comparando com a operação mental transferir, reforça a mesma concepção de Freire, pois esta operação consiste em reproduzir ou aplicar o aprendido, todavia é essencial a modificação e o ajuste as novas situações. Freire mostra que a postura crítica de quem estuda implica no seu protagonismo como sujeito para marcar sua história com autenticidade de sua vida.

 

 b) Em Freire, o segundo aspecto a ser analisado no ato de estudar é a sua atitude frente ao mundo, não reduzindo meramente ao binômio leitor-livro, ou leitor-texto, mas é preciso pensar na prática, relacionar tanto com os outros quanto com a realidade, mantendo a curiosidade no questionamento, na indagação e busca. Nesta ação é importante destacar que a forma como se estuda representa a postura que se toma frente ao mundo e necessita estar agindo em conjunto com a responsabilidade para que o êxito aconteça no trato de ultrapassar os limites já alcançados, abrindo novos horizontes na transformação pessoal, cultural, intelectual e até mesmo social.

 

c) De acordo com Freire, o estudo de um tema específico requer do estudante que se ponha, na medida do possível a par da bibliografia que se refere ao tema ou ao objeto de sua inquietação. d) E que o ato de estudar é assumir uma interação dialógica com o autor do texto, cuja mediação se encontra nos temas de que ele trata, pois esta relação dialógica implica na percepção do condicionamento histórico-sociológico e ideológico do autor, nem sempre o mesmo do leitor. Reforçando esta idéia é que uma das operações mentais chamada classificar analisa o ato de estudar até mesmo pelo título, e torna-se necessário classificá-lo nos diversos ramos científicos ou do próprio conhecimento humano, e analisa que a medida que se coloca o “tema” em sintonia com os recursos sensitivos do estudante torna-se mais fácil classificá-lo, enriquecê-lo e desdobrar em novos assuntos, ou seja, vai além da compreensão das idéias do autor,  é saber comunicar-se com este e trazer suas próprias interposições e interpretações acopladas de rica argumentação e embasadas na realidade em que se gesta.

 

e) Por fim, Freire chama a atenção para que quando praticado, o ato de estudar demanda humildade, devendo reconhecer a necessidade de melhor instrumentar-se para voltar ao texto em condições de entendê-lo. Neste aspecto, se for negada essa atitude de humildade supostamente se descartará o processo de construção do conhecimento, já que não haverá reflexão e ocasionará uma ineficácia na apropriação do conteúdo e poderá se perder a chance de construir um modo de fazer e agir no mundo.

 

De tudo o que foi analisado até aqui foi de grande valia quanto ao entendimento e compreensão do ato de estudar e Freire foi muito feliz quando escreveu que “estudar não é um ato de consumir idéias, mas de criá-las e recriá-las”, porque não se pode querer que o fingimento de uma suposta intelectualidade de ler livros possa superar a condição de um ser inacabado em constante transformação e complexo, que necessita aprender diariamente a construir e reconstruir novas histórias, abolindo a passividade, a mera reprodução, acrítica e irreflexão frente à realidade ilimitada de conhecimento.

 

 

 

REFERÊNCIA

UNIFESP. O Ato de Estudar. Disponível em: http://www.unifesp.br/centros/cedes/CD-Rom/estudo.htm#. Acesso em: 23/05/09.

 


[*] Bacharel em Serviço Social e aluna do curso de  pós – graduação em Gestão Pública na Argumento Pós Graduação, trabalha atualmente como assistente social na Secretaria de Desenvolvimento Social de Camaçari/Ba  e coordena a equipe técnica do  Programa BPC na Escola no município.  

[†] Por função psicológica a escola soviética de Psicologia entende uma rede complexa de processos biológicos, psíquicos e sócio-culturais que definem um determinado modo de ser e agir no mundo. Assim, destaca a atenção, memória, percepção como funções que se complexificam no curso da aprendizagem e desenvolvimentos humanos, possibilitando ao indivíduo adulto a auto-regulação:função nuclear que sinaliza níveis diferenciados de abstração, análise, síntese, relações entre eventos e a própria vontade.  (UNIFESP,2009).

[‡] Durante o ato de estudar a mente realiza algumas operações como: classificar, seriar, relacionar, analisar, reunir e compor conjuntos de sistemas, sintetizar, representar, argumentar, transferir e avaliar. (FERNANDEZ, 1998, Apud UNIFESP).

Mensagem de um doador anônimo


2009
09.09

“Não chamem meu falecimento de leito de morte, mas de leito de vida. Dêem minha visão ao homem que jamais viu o raiar do sol, o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher. Dêem meu coração a uma pessoa cujo coração apenas experimentou dias infindáveis de dor. Dêem meu sangue ao jovem que foi retirado dos destroços de seu carro, para que ele possa viver para ver os seus netos brincarem. Dêem meus rins às pessoas que precisam de uma máquina para viver de semana em semana. Retirem meus ossos, cada músculo, cada fibra e nervo do meu corpo e encontrem um meio para fazer uma criança inválida caminhar. Explorem cada canto do meu cérebro. Retirem minhas células, se necessário, e deixem-nas crescerem para que, um dia, um menino mudo possa ouvir o grito em um momento de felicidade ou uma menina surda possa ouvir o barulho da chuva de encontro à sua janela. Queimem o que restar de mim e espalhem as cinzas ao vento, para ajudarem as flores a brotarem. Se tiverem que enterrar algo, que sejam meus erros, minhas fraquezas e todo o mal que fiz aos meus semelhantes. Se, por acaso, desejarem se lembrar de mim, façam uma ação ou palavra amiga a alguém que precise de vocês. Se fizerem tudo o que pedi, estarei vivo para sempre.”

Charges


2009
08.17

 

 

19 anos do ECA e a infância roubada


2009
07.23

Em 13 de julho de 1990, foi criado a Lei 8.069, ou seja, o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, que acabou de completar seus 19 anos. A sua criação representa um marco no trato aos direitos das Crianças e Adolescentes do Brasil, substituindo o antigo Código de Menores que se limitava as crianças e adolescentes infratores e os tratava como um grande problema social.

O ECA garante proteção integral as crianças e adolescentes pois estes gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo asseguradas todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em liberdade e total dignidade, sendo dever da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar a efetivação dos direito à vida, à saúde, à cultura, à educação, ao esporte, ao laser, à profissionalização, ao respeito, a convivência familiar e comunitária. Todavia o nosso maior desafio é fazer valer estes direitos no cotidiano e serem colocadas em prática às discussões advindas das conferências, congressos e da própria legislação.

Apesar dos avanços ainda existem muitas crianças e adolescentes tendo sua infância roubada como retrata o vídeo abaixo.

Heal the world – Michael Jackson


2009
07.07

Que possamos continuar a lutar e acreditar na cura do mundo…

A nossa vida aqui neste mundo é só uma passagem e que o tempo que estivermos nele vamos  semear a paz, o amor, a restauração, a esperança e dizer não a destruição e a todas as formas de violação ao nosso semelhante.   

Violência contra a mulher


2009
07.03

A violência contra a mulher segundo a ONU uma em cada três mulheres no mundo já foram vítimas de algum tipo de violência tanto agressão física, quando psicológica e sexual. E de acordo com a OMS(Organização Mundial da Saúde), 70%  dos assassinatos a mulher são praticados pelos seus maridos ou parceiros. E a cada 15 segundos uma mulher é agredida em nosso país.

Para saber mais dados referente a violência contra a mulher

Mulheres, não podemos deixar de lutar, a Lei Maria da Penha Nº 11340 só se tornou possível mediante a luta e precisa ser efetivada a cada situação de desagravo e violação. Casos como o que aconteceu no dia 26 de junho de 2009 em Lauro de Freitas-BA, não podem ficar impune, onde uma assistente social foi brutalmente torturada pelo “companheiro” Adalberto França Araújo Filho. Veja nota CFESS


Programa BPC na escola


2009
06.19

Promover a dignidade e emancipação das pessoas com deficiência não é tarefa fácil, todavia não é impossível quando praticando e exercendo a cidadania por meio de ações intersetoriais na área da saúde, educação, assistência e direitos humanos.

 

O Programa Federal BPC na Escola visa construir um mundo mais inclusivo para nossas crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade beneficiárias do BPC.  Pois segundo últimos batimentos de dados do BPC x MEC, 70,47% das pessoas com deficiência de 0 a 18 anos estão fora da escola. No caso específico do estado da Bahia 77,49%  estão distantes das salas de aula.

 

Diante destes dados, me pergunto: Onde estão esses beneficiários? Por que estão fora das escolas? É em busca destas respostas que o Programa foi criado (Portaria Interministerial nº 18, de 24 de abril de 2007) e  pretende acompanhar e monitorar o acesso e permanência na escola das pessoas com deficiência de 0 a 18 anos beneficiárias do BPC, além de identificar as principais barreiras que  impossibilita esses usuários de ter o seu direito a educação, para posteriormente desenvolver estratégias  e políticas públicas para superação das mesmas.

 

Estou muito confiante neste Programa e acredito que esse público merece ter o resgate de sua dignidade e políticas públicas efetivas. Cidadãos procurem saber se seu município aderiu ao Programa e não hesite em cobrar do político que você colocou no poder a implementação do mesmo em seus municípios, pois não podemos ficar de mãos atadas e ver as pessoas com deficiência excluídas das escolas.

O Serviço Social na Educação


2009
05.06

O profissional de Serviço Social por possuir preparação técnica-metodológica diante das situações da questão social, reforça a importância deste serviço dentro das escolas atuando em uma equipe interdisciplinar, trabalhará não somente com base na política educacional do binômio educando e família. Como também no ramo dos direitos sociais, construção de um projeto político-pedagógico voltado para a ampliação e garantia de direitos. Além de ser um elo na mediação entre os programas de transferência de renda e complementares.

Dentro desta realidade a necessidade de implementar o Serviço Social dentro das instituições de ensino público é tida como uma resposta para minimizar as tensões sociais, como uma importante intervenção junto aos alunos com ações sócio-educativas, palestras quanto aos seus direitos sociais, alternativas de êxito frente aos programas e projetos sociais oferecidos a crianças e adolescentes com perfil para tal. Além da decodificação e encaminhamentos a rede social das diversas demandas sociais, que atualmente é desconhecida da equipe escolar.

A escola hoje, principalmente as públicas, contam com um público fragilizado, vivendo em péssimas condições de vida, sendo fruto da estrutura social vigente, dentro de um mundo globalizado e desigual refletido nas escolas públicas. Diante disso, é preciso estruturar a política educacional de forma ampla e holística frente às transformações sociais desafiadoras. Dentre essas necessidades de trabalho profissional, encontra-se a luta pela inserção do assistente social na esfera educacional de acordo com os Projetos de Lei (PL) nº 3.688 e nº 837 de 05 de julho de 2005.

A presença dos assistentes sociais nas escolas expressa uma tendência de compreensão da própria educação em uma dimensão mais integral, envolvendo os processos sócio-institucionais e as relações sociais, familiares e comunitárias que fundam uma educação cidadã, articuladora de diferentes dimensões da vida social como constitutivas de novas formas de sociabilidade humana, nas quais o acesso aos direitos sociais é crucial.

Os problemas sociais não podem ser enfrentados como situações autônomas, sem relação com as causas estruturais que os produzem. Assegurar o direito à educação significa garantir o acesso e a permanência das crianças e adolescentes na escola, discussão que obrigatoriamente, atravessa temas da realidade social, política, econômica e cultural brasileira. É dentro dessa complexidade que devemos buscar cada vez mais a integração das políticas setoriais, o entrelaçamento de respostas ainda hoje muito segmentadas às necessidades sociais, para potencializar os resultados.

Cabe salientar que a inserção do Serviço Social na educação contribuirá na garantia da democratização, do acesso do cidadão à educação, na qualidade do ensino e no desenvolvimento cultural do indivíduo. Instalando na escola sua função social na proteção de direitos a crianças e adolescentes conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente e trabalhando com as facetas da questão social dentro das escolas públicas.

Compreende-se que a prática profissional do Assistente Social não está firmada sobre uma única necessidade, sua especificidade está no fato de atuar sobre várias necessidades. Assim, para que esta prática contribua no processo educacional, é preciso que seja crítica e participativa e esteja relacionada com as dimensões estruturais e conjunturais da realidade, ou seja, baseada no conhecimento da realidade em sua totalidade.

Fórum social mundial 2009


2009
01.29

Nesta terça-feira, 27 de janeiro, ocorreu a marcha de abertura do Fórum Social Mundial em Belém do Pará/Brasil, na defesa de que “um novo mundo é possível”.

Se você acredita que podemos ter um mundo melhor, não fique de fora desta luta.

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O sábio


2009
01.20

Em um pequeno vilarejo havia um grande sábio, nunca foi enganado por ninguém. Até que um dia um garoto chega no vilarejo e pensa: “Eu vou dar um jeito de enganar esse sábio, vou pegar um passarinho e colocar na minha mão e deixar ele preso mas não a ponto de matá-lo. Vou perguntar se este pássaro está morto ou não. Se o sábio responder que está vivo eu aperto o pássaro e ele morre, se o sábio responder que ele está morto eu apenas abro a minha mão e ele voa.” E então ele fez isso e foi ver o sábio, falou: “Este pássaro está morto ou vivo?” o sábio respondeu: “A resposta está nas suas mãos.”

Quando ouvi esta reflexão pela primeira vez tinha meus 17 anos  e estava no auditório de um colégio público (Thales de Azevedo) em Salvador/Ba, depois de uma apresentação de final de ano sem saber qual curso optar no vestibular. Depois daquele dia até hoje me lembro desta quando preciso realizar algo, e já fiz muitas abordagens reflexivas com meus usuários citando a mesma.

Pois a resposta está nas suas mãos. A resposta de como será o mundo no futuro? Está nas nossas mãos hoje.